Por Márcia Gizella.
Desde criança percebi que ser mulher não é uma tarefa fácil. Eu vou fazer 33 anos, e ao longo desse tempo conheci muitas mulheres cada uma delas uma cabeça, uma personalidade. Mas em quem buscar referências? Nem todas essas mulheres eram pessoas em que eu poderia me espelhar, mas de cada uma delas eu pude aprender muitas lições.
Em um mundo tão frenético com tantas informações e mudanças devemos ter muito cuidado com aquilo que absorvemos, principalmente a mulher cristã, nossa responsabilidade é muito maior. Temos que ser “modelo”, espelho, temos que ser “a mulher”.
Somos muito cobradas, às vezes sinto como se todos os olhos estivessem virados para mim. E muitas desses “olhos” se esquecem que somos somente mulheres de carne e osso. Temos fraquezas, dores, frustrações... Não percebem que não temos super poderes.
Eu nem sempre fui uma mulher de Deus, e alguns dos meus valores já foram totalmente contra a vontade do Altíssimo. Mesmo assim glorifico a Deus por tudo, pois tudo o que já passei me transformou na pessoa que sou hoje. Não Foi fácil, tenho personalidade forte, e costumo dizer que Deus muda nosso caráter, mas a personalidade é algo que nasce com a gente.
Na minha caminhada cristã, e lá se vão quase seis anos, desconstruí e construí várias vezes, e faço isso sempre que sinto essa necessidade. Ser uma mulher de verdade não é ser perfeita, mas ser verdadeira, humilde, e obediente a Deus.
Se nós mulheres voltarmos nossos olhos e nosso coração para o que nos diz a Palavra do Senhor, e se procurarmos reter sempre o que é bom no dia a dia e na convivência com outras mulheres, cristãs ou não, seremos grandes mulheres.
Somos inteligentes, especiais. Não precisamos provar nada para ninguém, somos capazes de realizar proezas. Eu sempre medito na história de Esther. Fico imaginado o quanto foi difícil para ela viver toda aquela situação, e ainda perceber que de certa forma, o futuro do seu povo estava “em suas mãos”. Como foi sábia e grandiosa, e sua confiança em Deus me deixa constrangida.
Existem as mulheres feministas, mas não podemos ser assim, aliás, todo “ismo” é prejudicial e perigoso. Na busca por ser ouvida, por nossos direitos, muitas saímos completamente do propósito de Deus, fazendo-se escravas da necessidade de auto-afirmação, de mostrar que podemos ser iguais aos homens. Como assim? Se Deus quisesse que fôssemos iguais não nos faria homem e mulher. Somos o complemento um do outro. Temos o nosso papel e o homem o dele. Nós podemos gerar filhos, isso é algo que nem sei explicar. Nós temos o controle do nosso lar, se formos sábias, teremos grandes vitórias, e uma grande família. Somos tão inteligentes quanto os homens, e há quem diga que somos mais inteligentes que eles.
Nós mulheres somos intuitivas, corajosas, e realizamos várias tarefas ao mesmo tempo, sem ficarmos desorientadas.
Observem os “grandes” homens da história, todos eles tinham grandes mulheres ao seu lado. Eu sempre busco aprender algo com essas mulheres. E as mulheres da Bíblia? Nem uma delas foi perfeita, e todas elas nos ensinam muitas coisas. É só ler, meditar, e praticar.
Busque de Deus o Seu propósito para a sua vida, em toda a Bíblia existem lições para nós. Que os nossos conceitos sejam baseados nas Escrituras, que nosso modelo de mulher não seja esteriotipado, ou algo inexistente. Não existe um modelo de mulher, não há como explicar o que é ser uma mulher de verdade. O que eu sei é que para ser uma mulher de verdade só temos que ser “MULHER”.
Escrevi esse texto para o blog do Felipe Mastrillo, em 24 de janeiro deste ano, e resolvi publicá-lo aqui também.
Escrevi esse texto para o blog do Felipe Mastrillo, em 24 de janeiro deste ano, e resolvi publicá-lo aqui também.
